Família Naves tem 370 anos de Brasil, diz historiador

0

Goiânia – A história da família Naves no Brasil tem 370 anos, desde a vinda do primeiro parente, em 1650, e é formada por intensa participação de seus integrantes em todas as áreas de atividades. A observação é do historiador Jales Naves ao falar sobre a origem familiar no III Encontro dos Borges Naves, realizado na sexta-feira, dia 15, no Clube Campestre da Affego, em Trindade. Explicou que a origem é comum e única: o casal João de Almeida Naves e Maria da Silva Leite. “Ele, filho dos portugueses Baltazar José Naves e Maria Sebastiana, nasceu na vila de Algodres, Freguesia de Castelo Rodrigo, na região de Serra da Estrela, bispado de Viseu, em Portugal, em 1624, e veio com uns 25 nos de idade para o Brasil. Ela, filha dos brasileiros João Nunes da Silva e Úrsula Pedrosa, nasceu em São Paulo, SP. O casamento foi em 1655, na Capital paulista”, afirmou.

Explicou que João de Almeida Naves chegou a São Paulo e se fixou, com a família, em Santana do Parnaíba, SP, onde exerceu cargo público: foi Procurador do Conselho Municipal, quando mostrou seu rigor ao exigir disciplina, o fiel cumprimento das leis, e sua preocupação em ter uma vida comunitária saudável. “Lutou, com garra, para que conquistas sociais fossem introduzidas no lugarejo em que habitava. Era 680. Mais tarde, com sua morte, em 1715, e o inventário de seus bens, descobriu-se que era um dos homens mais ricos e poderosos de então no país, com minas de ouro e, parâmetro de riqueza para a época, possuidor de mais de 100 escravos”.

O casal teve 10 filhos e, desses, Florência da Silva Naves casou-se em 1714 com Domingos Lopes da Silva e tiveram apenas um filho – que ganhou o nome do avô materno. “Ela foi a única filha a preservar o nome da família, pelo menos das gerações já identificadas”, disse, esclarecendo que João de Almeida Naves neto casou-se com Luzia Moreira de Afonseca e tiveram oito filhos, todos nascidos em Lavras, MG. Dentre esses, João Naves Damasceno casou-se com Anna Victoria de São Thomé, tiveram 12 filhos e deram origem a toda a família Naves brasileira.

De acordo com pesquisa, dois de seus filhos, Venâncio José Naves e José Francisco Naves, mudaram-se posteriormente para o Triângulo Mineiro e essa descoberta acabou com uma lenda: a dos dois irmãos que teriam vindo de Portugal para o Brasil de navio e aqui adotaram o nome de Naves, justamente por terem utilizado este meio de transporte. “Eles eram mineiros de nascimento”, esclareceu. Venâncio José casou-se duas vezes e teve 14 filhos e José Francisco também casou-se duas vezes e teve 19 filhos, todos mantendo o nome familiar.

Relatou que o pesquisador Nilson Naves organizou a árvore genealógica da família, já com 13 gerações identificadas, a partir de 1650. Disse que o núcleo dos Borges Naves ainda não foi inserido pela falta de uma informação na sexta geração: o nome dos pais de Maria Vitória Naves, que nasceu possivelmente em 1820, em Lavras, MG, casou-se com Antônio José de Souza, e formou esse núcleo familiar.

Alegres e animados
Com 204 participantes adultos e 50 crianças e jovens, todos muito alegres e animados, o III Encontro da Família Borges Naves superou as expectativas, diante do entusiasmo dos familiares e da Comissão Organizadora. Todos elogiaram a forma como foi conduzida a reunião, os preparativos, as comidas, a cargo do buffet do restaurante Évora, o show musical da dupla Fernando e Renan, permitindo aos casais dançarem na pista improvisada, as homenagens e a palestra, inovação que agradou a todos, pela exposição clara e objetiva dos dados e das histórias.

A reunião foi animada pelo cerimonialista Alexandre Deter Richter Filho, neto do coordenador Walter Borges Naves; e o ato ecumênico foi coordenado por Calista Borges Naves, católica, Noemy Naves, evangélica, e Vitoriano Borges Filho, espírita.

Foram prestadas duas homenagens: ao criador do encontro, Otávio Borges Naves Filho (Borginho), a quem foi entregue uma placa de reconhecimento por Carlos Borges de Sousa; e à participante mais idosa, Ludermira Naves, de 93 anos, que ganhou um buquê de rosas de Rosemony Naves da Silva Borges, que também foi a responsável pela montagem de um quadro com fotos, mostrando as famílias de três irmãs que foram fundamentais na vinda da família para Goiás. Carlos e Rosemony integraram, também, a Comissão Organizadora, que tinha ainda Walter (Pretinho) Borges Naves, Waterloo Borges Naves e Rejane Daniele Borges Spirandelli.

Jales entregou ao coordenador Walter Pretinho um quadro com a primeira reportagem sobre o encontro, que foi publicada pelo Jornal A Redação.

Comida e petiscos
O buffet do restaurante Évora não deixou faltar nada em todos os momentos. Desde a mesa do café da manhã, montada às 8h e que não foi desmanchada, à ilha de petiscos, a partir das 10h30, com comida de boteco: ilha 1, linguiça frita em pedaços (20 kg, doação de Vivico); torresmo (20 kg, barriga de porco, doação de Zico Borges); mandioca cozida (doação de Dani); almôndega (10 kg); leitoa assada (doação de Gabriel); ilha 2 – caldo de feijoada; caldo verde, com acompanhamento de queijo ralado, torrada e cheiro verde; e ilha 3 – frios: salaminho, lombinho canadense, peito de peru, presunto e mortadela; queijos provolone, fresco temperado e mozzarella; quibe, cebola, hortelã, torradas, azeitona, ovo de codorna e coalhada.

Cardápio de almoço: pratos quentes – porco assado, lombo acompanhado de farofa de cebola e molho barbecue de goiaba; escalope de peito de frango com molho de queijo e perfume de limão siciliano; escalope de filé mignon ao molho escuro; arroz de brócolis com manteiga de sálvia; arroz branco; batata sauté com parmesão; e salada ceasar. Sobremesa: ambrosia; pana cota de frutas vermelhas; trufas dois amores com uva verde (brigadeiro preto/brigadeiro branco com as uvas ao meio); e sorvete de creme.

No total foram 10 bolos redondos; 400 unidades de pão de queijo; rosca doce (130); mamão formosa (10); melão (8); peras (20); maçãs (24); uvas (três caixas); e tangerinas (20). Dois pacotes de açúcar (5 kg); dois pacotes de café (1 kg); duas caixas de leite; quatro pacotes de feijão preto; duas mantas de bacon; linguiça calabresa (5 kg); seis pacotes de couve; 20 kg de batata inglesa; 1 kg de queijo ralado meia cura; cinco maços de salsinha; cinco maços de cebolinha; 2 kg de salaminhos; 2 kg de peito defumado; 2 kg de lombinhos; 2 kg de provolone; 2 kg de mortadela; 2 barra de mozzarella; cinco queijos frescos; pimenta calabresa (100 gramas); orégano (100 gramas); azeite (1 garrafão); um balde de azeitona; 6 kg de quibe pronto; 5 maços de hortelã; cebola (8 kg); um balde de maionese; uma bisnaga de mostarda; uma bisnaga de ketchup; 3 kg de ovos de codorna; uma caixa de creme de leite (1 litro); coalhada; farinha de mandioca (6 kg); 10 litros de óleo; quatro litros de banha; e três unidades de goiabada.

Foram 15 kg de filé de frango; 30 kg de filé mignon; 15 kg de copa lombo; 2 kg de parmesão ralado; limão siciliano (6); um galão de shoyu sakura; quatro pacotes de arroz; três maços de sálvia; 10 cabeças de brócolis ninja; 12 cabeças de alface americana; cinco maços de rúcula; 1 kg de parmesão em pedaço; 20 latas de leite condensado; 20 latas de creme de leite; cinco pacotes duplos de gelatina; 2 kg de frutas vermelhas; uma caixa de 10 litros de sorvete; três bandejas de uvas verdes sem semente; e uma barra (2 kg) de chocolate ao leite.

Jales Naves
Especial para o Jornal A Redação

https://aredacao.com.br/noticias/126458/familia-naves-tem-370-anos-de-brasil-diz-historiador

Share.

About Author

Comments are closed.